Projeto de Creches Modulares

Lisboa

O Projeto de Creches Modulares surge no âmbito de um concurso lançado pela Câmara Municipal de Lisboa.
O objeto do concurso, em sistema conceção-construção, consistia na elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades para 11 creches a implantar em várias freguesias de Lisboa.
As áreas de implantação propostas para o desenvolvimento do projeto das creches modulares variam muito em área, comprimento, topografia, etc. Por isso, a diversidade destes factores, obriga a uma possibilidade de adaptação no modo de interrelacionar os módulos. Assim, os módulos foram desenvolvidos em função de uma análise prévia de todos os locais propostos, constituindo um “menor denominador comum” que consegue ser utilizado em todas as situações.

Módulos

De acordo com a filosofia lançada no concurso, desenvolve-se um conjunto de módulos em que cada um encerra em si funções específicas e relativamente estanques:

  • Entrada principal / administrativo – (EN);
  • Berçário – (BC);
  • Sala de actividades para crianças da aquisição de marcha aos 24 meses – (SA1);
  • Sala de actividades para crianças com idades compreendidas entre os 24 e os 36 meses – (SA2)
  • Módulo que reúne todas as funções de suporte às creches, apelidado de módulo de serviços – (SR).

 

Complementarmente a estes módulos foi criado um elemento adicional que consiste num corredor, ao mesmo tempo organizador, agregador e estruturante de todos os módulos. Este elemento que varia de caso para caso em extensão, possui uma secção permanente que se encontra devidamente estudada nas duas situações possíveis: quando contacta com um módulo; ou quando contacta com o espaço envolvente exterior.

Na sua concepção os módulos são desenvolvidos de modo a possuírem uma capacidade de adaptação aos locais em que são implantados e a diferentes formas de conjugação com os outros módulos. Por exemplo: na concepção de cada módulo-tipo são preestabelecidas todas as localizações possíveis dos vãos. Assim, quando o módulo é implantado no projecto de uma creche, o número de vãos adequado (menor) é distribuído dentro destas posições previamente definidas.

Associados aos módulos são ainda criados elementos de acompanhamento que visam melhorar o seu desempenho em termos de exposição solar, de relação com o espaço envolvente e na definição de uma imagem de conjunto. Por exemplo, é o caso das pérgulas de sombreamento / protecção climatérica, das grelhas individuais de sombreamento de vãos mais expostos à radiação solar, dos gradeamentos verticais em madeira que limitam os espaços de recreio e que conferem uma unidade formal ao conjunto. Estes elementos, conferem ao conjunto edificado uma unidade formal de unidade. Assim, os módulos conjugados passam a ser lidos como um edifício único, (dotado de cheios e vazios), no qual volumetricamente se destaca o Módulo de Entrada.

Módulo de Entrada

Este módulo possui um aspecto bastante distinto dos restantes. Com coloração distinta, telhado de duas águas e por isso, volumetria superior, funciona por contraste, com as coberturas planas e com a cor branca dos restantes módulos. Assim, este módulo torna-se o símbolo da própria Creche, marcando simultaneamente, de forma inequívoca, o ponto de entrada no edifício.

Ficha Técnica

Arquitectura: Concepsys
Exteriores: João Ceregeiro
Consórcio: Edificadora Luz & Alves + Carmo Estruturas

 

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